terça-feira, 30 de junho de 2015

Planos Regionais de Política Integrada de Educação, Formação e Emprego

“Formulação dos Planos Regionais da PI-EFE, criação dos Comités Regionais e dos Centros de Recursos Partilhados (CRU) nas ilhas de Fogo e São Vicente”

Programa de Assistência Técnica à Governação da Política Integrada de Educação – Formação – Emprego (PAGPI-EFE)

Objetivo Geral

Formular os Planos Regionais da PI-EFE para Fogo e São Vicente, que incluam os Comités Regionais e a criação de dois Centros de Recursos Partilhados (CRP) que disponibilizem serviços em termos de recursos humanos, de equipamentos e de materiais afetos ao desenvolvimento do setor ETFP, envolvendo as entidades regionais e nacionais e tendo como objetivo último de institucionalizar modelos de gestão sustentáveis do setor ETFP.

[Posição: Team Leader, período de junho a outubro de 2015]

Mentoring como processo de transferência de conhecimento

Moura, Rui; Dias, Álvaro; Quintas, Célia; Costa, Dilar (2015). “O mentoring como processo de transferência de conhecimento: estudo experimental a partir de reformados e desempregados qualificados”. International Journal on Working Conditions, No. 9, June, pp. 117-141. ISSN 2182-9535.


Ver também a publicação de artigo no número anterior do IJWC:

Moura, Rui; Costa, Dilar; Joaquim, Natércia (2014). “VIH/SIDA e Trabalho: Percursos e Estratégias de Combate à Discriminação/Estigma no Universo Laboral”. International Journal on Working Conditions, No. 8, December, pp. 44-62. ISSN 2182-9535.

Reforma da Administração Pública na Guiné-Bissau

Objetivo Geral

»»» Avaliar o quadro institucional de implementação da Reforma da Administração Pública, identificar as capacidades existentes e apreciar o nível das capacidades necessárias, identificar as lacunas e definir as necessidades de reforço das capacidades institucionais e individuais. O Estudo visa uma contribuição para o melhoramento das capacidades de pilotagem e de implementação efectiva das reformas ao nível central e desconcentrado.

Objetivos Específicos

»»» Avaliar a capacidade institucional e organizacional, adequação das lideranças e dos mecanismos de responsabilização e a estratégia de formação e desenvolvimento para a condução e implementação da Reforma da Administração Pública.

»»» Avaliar a estrutura organizacional do Ministério da Função Pública e identificar a existência de eventuais estruturas de missão de apoio à implementação da Reforma.

»»» Conceber, se for caso disso, as estruturas de missão adequadas à condução e implementação da Reforma.

»»» Identificar os recursos humanos, os cargos e os perfis estratégicos a integrar as estruturas de missão existentes ou a criar, assim como os recursos tangíveis e intangíveis necessários.

»»» Elaborar uma estratégia para o preenchimento das lacunas existentes e o desenvolvimento futuro das capacidades instaladas ou a instalar para apoiar a pilotagem da Reforma.

»»» Definir, no âmbito das estruturas de missão, os processos de trabalho e os mecanismos de implementação, a nível central e descentralizado, e as ligações funcionais e organizacionais entre as mudanças institucionais e a pilotagem da reforma.

»»» Avaliar o sistema de gestão de recursos humanos formalmente existente, especialmente no que respeita a recrutamento, estímulos e retenção de talentos no sentido de se avaliar a sua adequação para o recrutamento e seleção de funcionários e eventuais estímulos a criar no sentido de se reter talentos e melhorar as dinâmicas das estruturas de missão.

»»» Desenhar, no âmbito das estruturas de missão, programas de formação e desenvolvimento dos agentes de mudança e programas de formação de formadores que apoiem os recursos humanos que integram as estruturas de missão.

»»» Orçamentar os custos decorrentes da implementação da estratégia de reforço das capacidades e dos recursos necessários.

»»» Elaborar a Estratégia Global e o Plano de Reforço das Capacidades, de curto, médio e longo prazo, que inclua os objetivos e metas a alcançar, com indicadores claros e mensuráveis, as estruturas de missão a criar e ou aperfeiçoar, suas ligações e mecanismos, cargos e perfis estratégicos, ajustes ao processo de captação e retenção de talentos, programas de formação e desenvolvimento dos agentes de mudança e de formação de formadores para o reforço das capacidades, e os custos adequados à condução e implementação eficiente e eficaz da Reforma.

[Posição: Team Leader, período de 2014 a abril de 2015]

Unidade de Microfinanças em Cabo Verde

Elaboração de um estudo de viabilidade e proposta de orgânica para a criação das Unidades de Promoção e Desenvolvimento de Microfinanças
PADFI-CV, Projecto de Apoio ao Desenvolvimento da Finança Inclusiva em Cabo Verde

Objetivos / Metodologia

»»» Realização de encontros de trabalho para validação da nota de orientação metodológica.

»»» Apresentação de um plano de trabalho detalhado que depois de aprovado fará parte integrante do contrato.

»»» Realização de diagnóstico de estruturas similares em diferentes países e discussão das opções e alternativas.

»» Elaboração da proposta de enquadramento orgânico das unidades e suas interconexões com os demais departamentos no quadro das estruturas Ministeriais.

»»» Definição do papel, objetivos e princípios de atuação das Unidades de Microfinanças.

»»» Elaboração dos instrumentos de gestão das unidades, incluindo, o manual de procedimentos, os Termos de Referência para o quadro do staff proposto.

»»» Elaboração do plano de ação e orçamento para as unidades propostas.

»»» Apresentação do dispositivo de implementação e de coordenação: financiamento, operacionalização do plano de ação, papel e responsabilidades da equipa técnica e de coordenação das unidades.

»»» Organização de um ateliê de socialização e validação das propostas envolvendo os principais atores do sector.

»»» Acompanhamento do processo de aprovação das propostas pelo MJEDRH/MFP e outros parceiros do setor a nível Macro.

[Posição: Consultor da componente organizacional, período de novembro/2014 a fevereiro/2015]

Imagem: Capa do documento Plano Estratégico Nacional de Microfinanças.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

VIH/SIDA e Trabalho: percursos e estratégias de combate à discriminação

MOURA, R., COSTA, D. & JOAQUIM, N. (2014). Vih/Sida e Trabalho: Percursos e Estratégias de Combate à Discriminação/Estigma no Universo Laboral. International Journal on Working Conditions, nº 8, dezembro, pp. 44-62.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

I EISIOT - Painel Innovation, Economy, Employment and Public Policies


First International Meeting of Industrial Sociology, Sociology of Organizations and Work
‘Work, Social Change and Economic Dynamics Challenges for Contemporary Societies’

PAINEL
Innovation, Economy, Employment and Public Policies
Moderador: Rui Moura, Universidade Autónoma de Lisboa

COMUNICAÇÃO
Um olhar sobre as políticas públicas de formação a partir da análise das redes sociais
por Joaquim Fialho, José Saragoça e Carlos Silva, Universidade de Évora

O estudo das políticas públicas de formação centrou-se na avaliação de uma rede de entidades formadoras que mantiveram uma ação de cooperação muito ténue, através das qual os atores sociais envolvidos incorreram em erros sistémicos com efeitos nefastos para o território em geral, e para os recursos humanos em particular. Foram identificadas as lógicas de partilha de recursos, a definição de estratégias de formação e o posicionamento dos atores na rede.

COMUNICAÇÃO
Estudo comparado dos valores e das práticas de responsabilidade social das polícias do Brasil e de Portugal
por Ivone Costa, Universidade Federal da Bahia; Mónica Freitas, FCSH – Universidade Nova de Lisboa; Paulo Oliveira, ISCSP – Universidade de Lisboa; Jéssica Nascimento de Oliveira, FAPESB / CAPES; Tânia Moura Benevides, PROGESP / UFBA

O estudo, em curso, busca compreender como são conformados os valores éticos e negociados os instrumentos de implementação da Responsabilidade Social no interior dos programas de apoio à comunidade implementados pelas polícias do Brasil e de Portugal. O modelo teórico baseia-se em autores da Sociologia Pragmática e da Sociologia das Organizações e pretende contribuir, também, para a elaboração e consolidação de um instrumento de suporte de análise às políticas públicas implementadas no setor da segurança interna dos Estados.

COMUNICAÇÃO
Eficácia, eficiência e mortalidade empresarial
por Maria Manuel Serrano, Universidade de Évora e SOCIUS/ISEG – Universidade de Lisboa; Paulo Neto, Universidade de Évora, DEFAGE E CIEO/UALG; Anabela Santos, Université Libre de Bruxelles

O estudo incidiu na análise da eficácia, da eficiência e da mortalidade empresarial na região Alentejo, no âmbito do Programa LEADER. Foram analisados 2.931 projetos de investimento financiados e a apreciação recaiu no setor privado, designadamente 280 empresas em atividade na região. Apreciou-se os indicadores de realização e de resultado e o rácio input-output e a sustentabilidade foi analisada através da taxa de mortalidade das empresas. As variáveis dimensão da empresa, setor de atividade e localização exercem pouca influência sobre o sucesso e a mortalidade das empresas. A taxa de mortalidade empresarial é de 21,4% e a idade média de extinção é de 14,5 anos.

COMUNICAÇÃO
As virtudes dos planos organizacionais de igualdade enquanto requisito de boa governança
por Hernâni Veloso, CES – Universidade de Coimbra e IS – Universidade do Porto

O estudo, em curso, visa caracterizar a experiência portuguesa de desenvolvimento de planos organizacionais de igualdade. Evidencia-se os contributos destes planos para a promoção da equidade entre homens e mulheres, da qualidade de vida no trabalho e da conciliação entre esferas de vida segundo os princípios políticos que potenciaram o desenvolvimento de planos de igualdade nas organizações portuguesas, nomeadamente os requisitos de boa governança enquanto alavanca de promoção de igualdade de género nas organizações em Portugal.

COMUNICAÇÃO
Os clusters, a rede de stakeholders e a responsabilidade social: estudo de caso de hospitais em Portugal
por Mónica Freitas e Rui Santos, FCSH – Universidade Nova de Lisboa; Maria João Santos, ISEG – Universidade de Lisboa

O estudo intenta perceber os moldes de estruturação e de funcionamento dos clusters da saúde em Portugal baseados em valores e dispositivos de implementação da responsabilidade social em um dos maiores hospitais públicos de Portugal. Os resultados evidenciam que as redes de stakeholders tendem a constituir-se independentemente dos valores éticos que os atores praticam no interior dos programas de Responsabilidade Social. Porém, se as redes são suportadas por valores instrumentais e éticos, apresentam uma probabilidade maior de formação de novos clusters assente em mecanismos de regulação formal e informal.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

I EISIOT - Effective knowledge transfer: protect employment, develop the economy


First International Meeting of Industrial Sociology, Sociology of Organizations and Work
'Work, Social Change and Economic Dynamics: Challenges for Contemporary Societies'

«Effective knowledge transfer: protect employment, develop the economy»
«Transferência Efetiva de Conhecimento: proteger o emprego, desenvolver a economia»

Comunicação apresentada por Rui Moura1 (coord.), Álvaro Dias2, Célia Quintas3, Dilar Costa4

O estudo apresentado foi financiado pelo Programa Operacional de Assistência Técnica e realizado no âmbito da Associação Empresarial de Portugal, com o apoio da Perfil – Psicologia e Trabalho, visando a criação de metodologias, e respetiva aplicação em regime de projeto-piloto, para a promoção de políticas ativas de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, apoiando iniciativas dinâmicas de envolvimento com a comunidade civil.

O projeto centrou-se na construção de um referencial metodológico, aplicado experiencialmente durante o estudo, visando transferir conhecimentos de profissionais qualificados em situação de reforma ou de desemprego de longa duração (agentes tutoriais) para outros profissionais de empresas (agentes tutorados).

Definiu-se dois objetivos gerais: (a) dinamizar o mercado de trabalho rentabilizando o conhecimento explícito e tácito detido pelos agentes tutoriais; (b) estabelecer uma ligação entres esses agentes e o tecido empresarial com o intuito de contribuir para potenciar a competitividade das empresas, da sociedade e da economia e, simultaneamente, proporcionar novas experiências às pessoas envolvidas.

Definiu-se quatro objetivos específicos: (a) identificar e acumular conhecimento detido por pessoas em situação de reforma ou em situação de desemprego de longa duração; (b) desenvolver projetos mobilizadores desse conhecimento em prol da sociedade e da economia; (c) estimular o desenvolvimento de competências nas PME portuguesas; (d) promover o desenvolvimento sustentável num quadro de competitividade económica.

Utilizou-se os seguintes conceitos principais: Conhecimento; Competência; Rotina; Capacidades Organizacionais; Capacidades Dinâmicas; Tutoria.

A metodologia, aplicada em contexto empresarial, compôs-se de três fases com duas etapas em cada fase:

(a) SENTIR E ACEDER

Identificar o conhecimento explícito e tácito detido pelos agentes mencionados;
Aceder a pessoas detentoras de conhecimento.

(b) MOBILIZAR

Integrar o conhecimento em projetos temáticos em empresas;
Conjugar ideias e iniciativas.

(c) OPERACIONALIZAR

Afinar o conhecimento identificado e efetuar a sua transferência;
Reforçar e aplicar o conhecimento aos projetos-piloto.

As fases ‘Sentir e Aceder’ e ‘Mobilizar’ foram apoiadas pela criação de uma plataforma informática que incluiu um fórum interativo para debate entre os participantes. Aos agentes tutoriais que participaram no estudo exigiu-se uma forte experiência acumulada pelo menos em um dos cinco domínios suscetíveis de consubstanciar projetos temáticos/mobilizadores a desenvolver nas empresas: Cooperação (entre empresas), Distribuição (modernização da distribuição) Empreendedorismo (iniciativas intra e inter-empresas), Exportação (exportação e mercados de destino); Inovação (conceção, desenvolvimento e gestão).

A etapa ‘Operacionalizar’ definiu os projetos temáticos / mobilizadores para cada empresa e apoiou-se num programa de tutoria à medida composto por oito etapas que visaram alcançar os objetivos definidos no estudo e definidos pela empresas mediante projetos temáticos/mobilizadores.

Sumariamente, concluiu-se que (a) os agentes tutoriais acederam a novas aprendizagens e alargaram as suas carteiras de contatos; (b) os tutorados individualmente e as empresas coletivamente incorporaram novos conhecimentos e novas perspetivas de competitividade; (c) os projetos mobilizadores necessitam de se desenvolver no médio e no longo prazo para melhorar a implementação, medir os efeitos efetivos da transferência de conhecimento no tempo e obter os retornos esperados.

1Ph.D. Economia, Universidade Autónoma de Lisboa. 2Ph.D. Economia, Instituto Superior de Gestão. 3Ph.D. Economia, Escola Superior de Ciências Empresariais. 4Ph.D. Enfermagem, Investigadora independente.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

V Conferência IIRH - Organizational Knowledge Transfer: Creating new knowledge from old knowledge

RESUMO
«Organizational Knowledge Transfer: creating new knowledge from old knowledge», Atas da V Conferência de Investigação e Intervenção em Recursos Humanos, Setúbal, Instituto Politécnico do Porto – Escola Superior de Ciências Empresariais, 2013. / Autores: Rui Moura, Álvaro Dias, Célia Quintas e Dilar Costa.